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Feira de Trocas de Sementes Crioulas é realizada em Rebouças

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Atividades diversificadas marcaram a Feira de Trocas de Sementes Crioulas realizada no dia 30 de agosto, na localidade de Marmeleiro, Rebouças. A promoção foi do curso técnico subsequente em Agroecologia do IFPR Campus Irati em parceria com Prefeitura Municipal de Rebouças, Escola Estadual do Faxinal do Marmeleiro e Grêmio Estudantil. Participaram agricultores familiares e autoridades daquele município, alunos e professores dos cursos técnicos integrado e subsequente em Agroecologia e do curso de produtor de frutas e hortaliças processadas pelo uso do calor, do Pronatec.

Segundo o organizador do evento, professor João Luis Dremiski, o objetivo foi o resgate da agrobiodiversidade local através da recuperação, valorização das sementes crioulas, apoiando a soberania alimentar e o desenvolvimento da agroecologia. A feira propiciou aos agricultores conhecer alternativas para a comercialização com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), viabilizando possíveis fontes de renda advindas do manejo da agrobiodiversidade.

Pela manhã foram ministradas palestras e oficinas pela Articulação Puxirão de Comunidades Tradicionais com temas relacionados aos faxinais, pelo Movimento Social das Benzedeiras do Centro-Sul do Paraná com foco em plantas medicinais, pela Associação CORAJEM sobre juventude rural, pelo Núcleo de Estudos em Agroecologia do IFPR a respeito de biofertilizantes, e ainda palestra sobre direitos dos trabalhadores rurais ministrada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rebouças.

No período da tarde houve exposições, apresentações culturais com artistas locais e trocas de mais de setenta tipos de sementes e mudas, além da comercialização de artesanatos, geleias e conservas. “O evento foi muito importante, atraiu o pessoal da cidade que viu tipos de sementes que nunca tinham visto, como o milho palha roxa, por exemplo”, considera Suelen Ozório, aluna do segundo ano do curso técnico subsequente em Agroecologia, que auxiliou na organização da feira.

“Esse espaço é importante para o resgate dos conhecimentos tradicionais relacionados às sementes e suas formas de cultivo, para a proteção das sementes como patrimônio da humanidade e para evitar a erosão genética e cultural, que cresce a cada dia, pois muitos tipos de alimentos estão deixando de ser produzidos”, finaliza Dremiski.

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